Review: He-Man: The Most Powerful Game in the Universe

4 de novembro de 2012 . Atualizado 03/01/2013

He-Man, um dos desenhos animados mais peculiares dos anos 80 recebeu um jogo exclusivo para iOS. Desenvolvido pela GlitchSoft a pedido da Mattel, o game para iPhone e iPad é um plataforma em 2D e transita entre um misto de Castlevania com Megaman.O jogo chegou a App Store publicado pela Chillingo.

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“Eu tenho a força” (Foto: reprodução)

Custando apenas US$0,99, He-man é um jogo simples e não muito elaborado. Você comanda o bombadão loiro em 25 fases e enfrenta chefões como Homem-Fera, Aquático, Esqueleto e Hordak. O visual do jogo é bem colorido e os personagens estão deformados, dando uma característica mais cômica ao jogo. Ainda falando sobre o visual, o game parece um jogo em Flash.

Um pouco dos anos 80

He-Man foi um desenho animado produzido pela Filmation em 1983. O desenhou animado passou por aqui entre os anos 80 e parte dos 90. O enredo do desenho pode parecer estranho para os dias atuais, pois tinha um visual power-metal com personagens usando tangas e botas felpudas. Contudo, basta apenas saber que He-man foi criado pela Mattel, originalmente como uma revista em quadrinhos para ser um “Conan para crianças”, já que os quadrinhos do Bárbaro eram muito violentos.

No Brasil, He-man passava no programa Show da Xuxa e tinha a dublagem antológica da Herbert Richers, com a clássica introdução “versão brasileira Herbert Richers”.

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Diversas revistas da época (Foto: Ebay)

Os quadrinhos do He-man eram vendidos junto com os brinquedos nos Estados Unidos, lá em 1982. Na HQ, a trama não girava apenas em torno do He-man, mas de todos os personagens. A HQ se chamava “Masters of the Universe” e o príncipe Adam sequer existia. Ele foi uma criação da Filmation para adaptar a série para a TV. A Filmation foi responsável por diversos desenhos animados de sucesso como He-Man, She-Ra os o Caça-fantasmas.

 

Voltando ao jogo

De volta ao jogo, o que temos é uma peça de software feita sob medida para os nostálgicos. Talvez a Glichsoft tenha exagerada no remix de alguma músicas ou em não trazer as músicas originais do desenho à tona nesse jogo. Mas a verdade é que a trilha sonora original daria o toque final para deixar o jogo irresistível a qualquer um que tenha assistido o desenho animado. Com isso o áudio do jogo foi afetado de modo negativo.

Os controles em He-man também são outro ponto fraco, não são horríveis, mas também não são excelentes. Em jogos de plataforma onde a precisão é cirúrgica, torna-se frustrante em alguns casos, saltar e até virar para os lados rapidamente. Tudo culpa do modelo adotado, em vez de botões virtuais, temos comandos para deslizar os dedos para caminhar e virar o personagem.

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Alguns inimigos são bem grandes (Foto: Reprodução)

Mesmo com esses pontos negativos, o visual é bacana e o fato de ser ambientado em um desenho tão antigo, a hype de he-man não poderia ser outra senão a nostalgia. Um garoto jogando o game acharia o jogo no máximo legalzinho, mas para quem viveu a época, recordar esses heróis e vilões tem um tom todo especial. O jogo investe ainda mais no fator nostalgia graças à conquistas que desbloqueiam artworks que vão de originais de capas das revistinhas até artes conceituais da época da criação dos personagens.

Os comando de He-man são pular e golpear. É possível coletar ou comprar o “grito eu tenho a força” o que torna He-man indestrutível por alguns segundos. Existe a possibilidade também de evocar o Mentor (Man-at-arms no original) para ele disparar alguns tiros, mas ele não é um personagem selecionável.

A história do jogo sequer existe, e percebi um tom de deboche em relação a animação. Nada muito sério, mas os produtores queriam deixar o jogo o mais cômico possível. Tudo que He-Man faz é correr atrás do Esqueleto para evitar que ele chegue ao Castelo de Grayskull.

O game é curto e o desafio fica por contar de pegar todas as habilidades de He-Man para conseguir todas as estrelas. Para os nostálgicos, o real desafio mesmo é destravar todos os segredos do “Motu Lore” que incluem desde de capas dos quadrinhos até artes originais feitas na época.

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Eternia versão iOS (Foto: Reprodução)

Curiosidades

  • Este não é, nem de longe, o primeiro game de He-Man and the Master of the Universe. Houveram 6 jogos anteriores, desde jogos para PC até Atari 2600. Confira todos aqui.
  • A palavra Motu usada muitas vezes no game é a abreviação de “Masters of the Universe”, Mestres do universo, nome soou estranho demais para os brasileiros que na época traduziram como “Defensores do Universo”.
  • Na história original dos quadrinhos, haviam duas espadas do poder, uma ficava com He-man e a outra pertencia ao Esqueleto.
  • Esqueleto não era o maior vilão na história original, era Hordak, seu mentor. Na adaptação para a TV, Hordak terminou virando o vilão de She-Ra, que não existia nos quadrinhos.
  • O série completa 30 anos este ano (2012).

Nota 8/10

 

He-Man: The Most Powerful Game in the Universe (Chillingo)
Tamanho: 110 MB para Download
Requisitos: iPhone 3GS/4/4S ou superior
Versão do iOS: 4.3 ou superior
+ Universal – Mesma versão para iPhone, iPod Touch e iPad
Preço: US$0,99

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Jogo tira sarro dele mesmo, “a única coisa que que você derrotou, He-man, foi a moda masculina”

 

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Motu Lore é o paraíso dos nostálgicos da série, na foto, desenho original da “Maligna” feito na época (Foto: Reprodução)

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O Gamer de Celular Original. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer. Também é retro colecionador.