Review do Oukitel K10000 Pro, o smartphone com a melhor bateria de 2017

6 de outubro de 2017 . Atualizado 19/10/2017

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Analisamos o mítico Oukitel K10000 Pro, o smartphone Android cuja bateria pode durar até uma semana. Será mesmo verdade? Passamos um bom tempo com ele e aqui está o nosso review completo.

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Veja também:

– Mudança de perspectiva

Depois de algumas semanas com o Oukitel K10000 Pro é possível ver como os smartphones atuais ainda possuem uma ridícula deficiência de bateria. É engraçado viajar e ver as pessoas sempre correndo com o celular em uma mão e o carregador na outra. Paro em qualquer lugar e vejo as pessoas reclamando: só tenho 5% de bateria, e coisas parecidas.

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Não, ter cerca de 4 horas de tela e depois ter que fazer uso racionado só para descobrir que você não pode passar 8 horas longe de uma tomada não é o ideal. O ideal é passar tranquilamente mais de dois dias sem carregar o smartphone e ainda poder encarar um terceiro dia longe da tomada. Tal qual fazíamos com os antigos celulares.

Mas como sempre os chineses têm a resposta. Ao invés de fazer malabarismos loucos de engenharia para manter o smartphone com a finura do papel, sendo que você sempre vai usar uma capinha, o pessoal da Oukitel colocou 10.000 mAh em um único smartphone, o Oukitel K10000 Pro.

K10000 Pro é um smartphone indicado para quem procura autonomia de bateria ao invés de poder de processamento.

O K10000 Pro faz parte daquela categoria totalmente diferente de smartphone. Esqueça o design sexy e fininho dos aparelhos top de linha, e que muitos intermediários e básicos sempre copiam. O visual do K10000 Pro é inspirado em smartphones bregas, luxuriantes, e de gosto questionável, como o Mobile 88 Tauri da Lamborghini (isso mesmo, a empresa daqueles supercarros).

Na realidade, o K10000 Pro é uma atualização do aparelho que foi lançado em 2016. O apelido Pro se deve ao design mais “sofisticado” (depende do ponto de vista) e maior quantidade de memória RAM.

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O aparelho da Oukitel possui tamanho exagerado, maior que o iPhone 7 Plus. O K10000 Pro tem linhas gritantes com cromados exagerados, plástico que imita couro na parte traseira, e não menos importante, espessura para fazer jus a um “rugged phone”. Rugged Phones, para quem não conhece, é um segmento de smartphones dedicado aos profissionais que precisam de celulares robustos e com baterias “de verdade”.

Confesso que, no começo, ao usar o smartphone da Oukitel, eu achava ele grande e pesado. Bem, ainda acho ele grande e pesado, mas a liberdade de tomadas e falta de receio em usar o celular, mesmo com 20% de bateria, é algo que deve-se elogiar.

As especificações do K10000 Pro

  • Tela: 5.5 polegadas, LCD 401 DPI
  • Processador: MediaTek MTK6750T Octa Core 1.5GHz
  • Memória RAM: 3G
  • Espaço interno: 32 GB + Suporte MicroSD até 64 GB
  • Câmeras: 13 MP traseira e frontal de 5 MP
  • Sistema: Android 7.0 Nougat
  • Bluetooth: BT4.2
  • GPS: GPS / A-GPS
  • Sim Card: Dual Chip, dois nanoSIM
  • Sensor Biométrico
  • Bateria com “fundendos” 10.000 mAh
  • Peso: 0.2890 kg

– O que vem na caixa?

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A caixa do Oukitel K10000 Pro é um show à parte. Levando em conta o preço do aparelho, vem muita coisa. O smartphone vem uma caixa luxuosa digna de um top de linha. Eis o que vem na caixa:

  • O smartphone K10000 Pro
  • Capa TPU
  • Duas películas extras (ele já vem com uma aplicada)
  • Cabo USB (normal)
  • Carregador Turbo Charge
  • Cabo OTG para carregar outros celulares
  • Bolsinha (?)

O lance da bolsinha no estilo pochete é muito engraçado. Isso reafirma que este aparelho não é para o público jovem descolado. Ninguém em sã consciência iria andar com uma bolsinha dessas na escola ou faculdade.

– Hardware básico mas funcional (Desempenho)

Pelo preço oferecido (entre R$500 e R$700) o K10000 Pro oferece configurações básicas, mas muito úteis. Ele pode ser descrito, em poder de processamento, como algo entre um Moto C e Moto G5.

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Contudo, mesmo diante de testes de benchmark decepcionantes (para um gamer), o smartphone se comporta muito bem no dia a dia e tem um desempenho impressionante. Ele rodou bem jogos pesados (com configuração no mid ou low). Em emuladores, o processador octa-core faz muita diferença e surpreendeu.

Vídeo demonstrando a capacidade gaming do aparelho (Canal TechUtopia)

– E a bateria? Dura mesmo uma semana? Sim!

Os 10.000 mAh e peso extra do K1000 Pro compensam para quem faz viagens ou passa muito tempo longe de tomadas. Existem profissões que precisam de um dispositivo assim, e K10000 Pro atende a expectativa.

Em uso moderado, você vai conseguir 3 a 5 dias de bateria tranquilamente. Uma semana (7 dias) é possível, mas apenas se você não for viciado em mobilidade e jogos.

Aqui vai algumas screenshots do meu uso com o dispositivo, com direito a uma em que fiz um teste de 24 horas de streaming de vídeo continuo com brilho no médio. Incríveis 20 horas de tela!

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20 horas de streaming de vídeo com brilho no médio e áudio baixo.

 



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Com pouco uso é possível chegar até a sete dias longe da tomada.

 

20-horas-de-tela-k10000-pro Review do Oukitel K10000 Pro, o smartphone com a melhor bateria de 2017

Iria fazer 21 horas de tela, mas ia dar 6 da manhã e eu precisava dormir.

 

– Android 7.0 puro, mas com alguns truques

Equipado com Android 7.0 Nougat, o Oukitel K10000 Pro vem com um tema muito feio. Felizmente é possível colocar o tema padrão do Android. O sistema parece bastante puro, mas possui algumas leves modificações.

A maioria delas é para limitar apps de executar funções em segundo plano, o que ajuda a otimizar ainda mais a bateria. E não se trata daqueles apps que fecham um aplicativo e ele é aberto novamente. No Oukitell K10000 pro existe a opção Auto Clean em System Manager que permite realmente fechar um app e deixá-lo inativo.

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Recursos especiais para gestos e limitar funções de apps em segundo plano.

Além disso, o smartphone conta com o modo Power-Saving Mode que desliga todas as funções do Android e transformar em um celular comum, com o potencial de estender bastante a bateria, podendo chegar a um mês de duração.

Contudo, o mais interessante na parte do sistema é mesmo de poder contar com o Android puro e possibilidade de atualizações via OTA. Durante o nosso teste de duas semanas, o aparelho recebeu uma atualização para melhorar a performance do sensor Biométrico.

– Câmeras

Esse é o ponto mais fraco do aparelho e algo já esperado de um celular tão barato. As câmeras do K10000 Pro podem ser descritas apenas como básicas. Não espere fotos, e nem vídeos impressionantes, especialmente da câmera frontal.

IMG_20170916_110232-300x225 Review do Oukitel K10000 Pro, o smartphone com a melhor bateria de 2017Clique na foto para ampliar

Quem gosta muito de fotos vai ter um trabalho extra para conseguir boas imagens como este celular, especialmente em baixa luminosidade. Mas em plena luz, é possível ter fotos satisfatórias.

– Do que mais gostei

A bateria com certeza é a melhor coisa deste smartphone. Uma mudança drástica na vida de qualquer usuário já nos primeiros dias. E depois que o Android otimiza os apps instalados, ela dura ainda mais.

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Quantidade de bateria é tamanha que é possível recarregar outros aparelhos.

Sim, ela pode ser desnecessária devido ao seu tamanho. Mas pecar pelo excesso é melhor que pecar pela falta, principalmente quando o assunto é energia. Como comentei acima. Nada supera a tranquilidade de se usar o celular com 30% ou até 20% sem medo da bateria esgotar completamente. E basta 3 horas na tomada para ele recarregar completamente (lembre-se, são 10.000 mAh, é normal demorar mesmo).

– O que eu NÃO gostei

A tela do K10000 pro é meio estranha. Apesar de ter alta definição (1080p) e ser grande (5.5 polegadas), a tela do aparelho tem um brilho azulado muito intenso que realmente incomoda. Felizmente existe uma opção já na barra de notificações chamada Eye Protection que deixa a tela mais confortável de se olhar.

O sensor biométrico deste smartphone não é lá essas coisas. Saiu uma atualização que o deixa mais rápido, porém, é comum a digital não ser reconhecida. Pode ser algo apenas da minha unidade, mas fiz questão de deixar isso bem claro. Outro ponto desse sensor é que ele deveria ter a função de desligar a tela, como em celulares da Lenovo e Motorola.

Os botões touch na parte inferior da tela poderiam acender ou pelo menos serem mais visíveis. Eles são ótimos e funcionam bem, tendo como único defeito não serem retroiluminados.

Ah! E um aviso para os gamers. O K10000 pro não possui Giroscópio ou bússola. Então games ou apps de Realidade Virtual não vão funcionar corretamente neste smartphone. Esse tipo de limitação é comum em aparelhos básicos. Muitos celulares vendidos não Brasil não possuem nenhum deste dois recursos.

– Conclusão: compensa o investimento?

Sempre rola esse tipo de pergunta estranha, pois smartphone é um bem de consumo e não um investimento. Mas para quem é profissional de alguma área que passa muito tempo longe de tomadas, o K10000 pro é excelente. Seu preço é muito barato e o smartphone funciona muito bem. Bate de frente com qualquer smartphone básico na casa dos R$ 800 reais e detona os aparelhos na mesma faixa de preço dele (entre R$ 500 a R$ 700).

Contudo, quem tem foco em jogos, pode ser que se decepcione com algum game incompatível ou rodando com algum lag. Lembre-se que o hardware do smartphone é modesto e não tem como ele competir com tops de linha.

Pela proposta e marketing abordados, fica evidente que o K10000 Pro não é para competir com top de linha e intermediários vendidos aqui no Brasil. É um produto que não tem apelo algum para o público jovem. Esse aparelho surge como uma opção interessante para quem não está nem aí com o design e precisa mesmo é de um aparelho parrudo com bateria decente.

O aparelho desta análise foi gentilmente cedido pela GearBest.

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O Gamer de Celular Original. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer. Também é retro colecionador.