Análise Moto G5: o celular básico para jogos que roda quase tudo

18 de julho de 2017 . Atualizado 18/07/2017

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Quando a Motorola lançou o Moto G em 2013, todos ficaram impressionados com o valor e o desempenho do aparelho. Hoje, o preço do Moto G5 pode não ser o mais competitivo, mas o celular “básico” da Lenovo ainda mantém o desempenho muito próximo ao de um smartphone intermediário. Confira a análise.

Aviso: Como o nosso site é voltado para games, nossa análise tem foco nisso. Para ver aspectos de câmera e outros “mimimis”, por favor, veja qualquer outro site de tecnologia de sua preferência. Nosso foco é – e sempre será – os jogos.

O que vem na caixa do Moto G5

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Na caixa do Moto G5 vem um smartphone com tela de 5 polegadas FullHD (1920×1080 pixels) com corpo de 144.3 de altura por 73 mm de largura, além de 9.5 mm de espessura. Acompanha fones de ouvido de qualidade bastante questionável , um carregador e cabo USB.

O conjunto de câmeras é de 13MP traseiro e 5MP frontal. Ambas filmam em FullHD a 30 frames por segundo.

O Moto G5 possui Quick Charge 1, mas fique atento que ele não suporta QC 2 ou 3. Por isso nem tente utilizar outro carregador que não seja o original.

O dispositivo veio bem embalado e já com um certa carga.

– Hardware básico, mas com chipset atualizado

O Motorola Moto G sempre foi um smartphone que dividia opiniões, se ele era básico ou intermediário. Isso se deve ao fato da fabricante hora usa um chipset básico, hora um intermediário.

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  • AnTuTu: 45.034
  • GeekBench: 526/2.348
  • GeekBench GPU: 1.333
  • 3D Mark: 288 (Sling Shot Extreme)
  • GFX Bench:
    • Manhattan: 7,4/7,1 fps
    • T-Rex: 14/16 fps

Para o Moto G5, o chipset escolhido foi o Snapdragon 430, ou seja, não há dúvidas de que é um celular básico. Contudo, a GPU está mais que atualizada. A Adreno 505 é compatível com os games mais recentes. Quem tem hardware de intermediário (mais ou menos) é o Moto G5 Plus (para ser considerado, por nós, intermediário faltou mais memória RAM, né Lenovo?).

Mesmo que a GPU rode alguns jogos pesados na configuração mínima, ela garante compatibilidade com praticamente qualquer lançamento de 2017 e para o próximo ano. O que é ótimo para quem procura um dispositivo para jogos.

Em nossos testes, rodamos games que costumam aparecer como incompatíveis para dispositivos top de linha antigos como Galaxy S5, LG G3 (e outros que possuem chip de 32bits).

Teste de jogos pesados no Motorola Moto G5

Para o nosso teste, elegemos games como Assassin’s Creed Identity, Injustice 2, PES 2017, Lineage II e outros games não tão recentes. Particularmente, acho hilário esses testes de jogos “pesados” que utilizam como exemplo Asphalt 8 e Real Racing 3, games com quatro anos de idade e que rodam no Moto E de primeira geração.

Não há do que reclamar quanto aos 2GB de memória RAM. Poderia ter vindo mais? Poderia! Mas vale lembrar que estamos falando de um dispositivo de entrada, básico. 2GB de RAM são os novos 1GB de tempos atrás. Há rumores de que a Lenovo vai lançar a versão 5S com 4GB de RAM (No Brasil vai vir com 3GB, pode anotar).

Para quem tem medo de comprar um smartphone importado ou já comprou um Moto G5, saiba que você não fez um mal negócio. O smartphone, apesar de ser um pouco caro para um celular básico, vai rodar praticamente qualquer lançamento da Google Play para os próximos dois anos. Em nossos testes o aparelho surpreendeu rodando jogos da Unreal Engine 4 sem problemas e com configuração de gráficos no médio.

Especificações do Moto G5

  • Tela: 1080 x 1920 pixels com 441 PPI
  • CPU: Qualcomm Snapdragon 430 MSM8937, Quad-core 1.4 GHz Cortex-A53 + Quad-core 1.1 GHz Cortex-A53
  • GPU: Adreno 505
  • Câmeras: 13 MP F2 traseira e frontal de 5 MP
  • Bateria: 2.800 mAh
  • Sensor biométrico
  • Armazenamento 32 GB + 256 via MicroSD
  • Dual chip nano
  • Sistema operacional Android 7.0 Nougat

 



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– Aparência e Design: seguindo as tendências douradinhas

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Douradinho, igual um certo Jota que faz muito sucesso.

Há quem adorou, há quem torceu muito o nariz para o design do Moto G5. A Lenovo vem seguindo a tendência de deixar o Moto G parecido com o Moto Z. Mas sem a câmera saltada.

O visual, assim como a pegada, é de um aparelho que pode dispensar uma capinha. Mas devido ao uso do plástico na traseira, recomendamos o uso de um TPU para evitar que o celular fique com uma aparência feia daqui há um ano ou dois. Principalmente o modelo dourado. Acredite, nenhum smartphone sem capa escapa das marcas do tempo.

A pegada de dispositivo é boa, e nem de longe ele passa a sensação de insegurança (como deslizar da mão). O Moto G5 é um pouco “encorpado”, ou seja, não é um celular fino.

– A tela do Moto G5

No quesito tela o Moto G5 possui o básico. O display é apenas LCD e as cores não são nada surpreendentes. Estamos falando de um IPS LCD com 16 milhões de cores, exatamente o mesmo usado em modelos anteriores.

Contudo, mesmo sem apresentar novidades, a tela do Moto G5 é mais do que suficiente para jogar tanto indoor como outdoor. Mesmo sob sol forte, não há dificuldade para ver informações no visor.

– A câmera do Moto G5

O sensor do Moto G5 é do mesmo padrão utilizado em vários outros dispositivos da Lenovo. Por isso, não espere uma câmera espetacular. A câmera do Moto G5 fica atrás até mesmo de tops de linha antigos como do Galaxy S4.

Ainda assim, o conjunto de câmeras é satisfatório para sua faixa de preço. O ajuste de exposição junto com o quadrado do foco, é de grande ajuda em ambientes com pouca luz.

– Sensor biométrico

O sensor biométrico ainda é novidade em celulares básicos e o do Moto G5 funciona muito bem. Conseguimos cadastrar facilmente as digitais e o tempo de resposta está dentro do aceitável para um celular de entrada.

O que incomodou mesmo foram as funções adicionais. Embora seja uma boa ideia, o sensor não tem funções tão bacanas como a do Lenovo Zuk Z2. Preferimos deixar os botões virtuais ativos para facilitar a utilização do aparelho.

– Desempenho da bateria

O que você considera um uso moderado? Uma coisa é o que um fabricante diz, outra completamente diferente é o desempenho de um celular para quem é viciado em jogos. Bem, o Moto G5 segura umas 4 horas de jogatina com games pesados, em uso moderado, pode esperar 6 horas de tela.

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Todo celular esquenta com jogos pesados, e com o Moto G5 não é diferente.

Há quem diga que é pouco, mas é o suficiente para quem vai rodar games muito pesados e que vão fazer a bateria de qualquer celular chegar aos 43°c. O desempenho da bateria vai depender da otimização dos jogos. Isso pode ser alcançado com o próprio Android, ou pela habilidade dos desenvolvedores em otimizar seus games.

Contudo, esse número pode baixar conforme você instala porcarias no celular. Aplicativos como Messenger, Facebook, Instagram e Snapchat são sugadores de bateria. O uso intenso desses apps faz qualquer celular pedir carga no meio do dia.

Mas mesmo com tudo isso, o Moto G5 chega ao final do dia em uso moderado. O aparelho tem 2800 mAh de bateria nominal (achamos pouco). Quem utiliza apenas navegador de internet, Youtube e Whatsapp de vez em quando, chega no fim do dia com mais de 40% de carga tranquilamente.

Pontos positivos

  • Alta compatibilidade com jogos recentes
  • Boa performance em jogos antigos
  • Tela FullHD
  • Adreno atualizada

Pontos negativos

  • Apenas 2GB de RAM
  • Apenas alto-falante frontal

– Conclusão

O Moto G5 é um dos melhores smartphones de entrada vendidos no Brasil. Quem tem medo de importar um smart Android chinês, pode apostar na 5ª geração do Moto G. O celular roda os principais jogos da atualidade (atuais mesmo ok?) Porém, não espere um desempenho de um top de linha.

*O aparelho deste review/teste foi gentilmente emprestado pela Lenovo.

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Mestre na arte oculta dos joguinhos de bolso. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer.