Episódio de South Park mostra como os jogos Freemium são feitos

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O episódio de South Park que foi ao ar ontem (05) à noite (você pode assistir, em inglês, aqui), representa de forma divertida como os jogos Freemium são feitos, mas diferente de outros episódios exagerados, o que acontece nos minutos iniciais de “Freemium isn’t free” é uma explicação mais que fidedigna de como esses “jogos grátis” são criados.

[Spoilers – Cuidado]

No episódio, Stan está viciado no jogo mobile de Terence and Philip, um joguinho de construção com compras embutidas, curiosamente muito parecido com o jogo de “Uma Família da Pesada”, que inclusive foi criticado (pela mídia especializada) por ser muito “freemium”.

O “príncipe” e o Ministro de “mobile gaming” do Canadá explicam para Terence and Philip como os jogos Freemium funcionam. Segundo eles, os jogos são feitos para serem “ocasionalmente” divertidos, dando ao jogador a impressão de que se gastar algum dinheiro irá se divertir mais. Calma que tem mais, posteriormente, eles explicam como os jogos freemium “realmente” funcionam, arrancando altas quantias de 1% dos gamers, enquanto a maioria não gasta nada.. soa familiar?

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O episódio não é um dos melhores da season, mas com certeza é hilário para quem trabalha no ramo. Ele é quase um vídeo educativo para crianças demonstrando como os “jogos grátis” podem ser viciantes e gastar muito dinheiro.

Embora o assunto não seja novo, não deixa de ser engraçado a forma como ele foi abordado. Agora a parte triste é ver que a grande maioria dos jogos mobile realmente são assim, peças de software levemente divertidas que poderiam ser melhores, caso não fosse as compras embutidas e limitadores que buscam arrancar o dinheiro do usuário.

Já discutimos esse tema em vários posts, confira alguns deles:

Jogo Freemium: “é ruim, porque é grátis”

MG Explica: o que é um Jogo Freemium, Paymium e Premium?

Vice-presidente da Gameloft fala sobre a polêmica “Freemium”

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One thought on “Episódio de South Park mostra como os jogos Freemium são feitos

  1. Antes de mais nada tenho que dizer que eu praticamente nunca joguei games assim na vida e que nem tenho smartphone. Mas gosto de desenvolvimento de games e de pensar sobre isso. E sou um gamer hardcore aficionado. E com isso eu tenho que dizer: Não concordo totalmente com as críticas do episódio. Fez parecer um pouco que os desenvolvedores, todos os desenvolvedores deste tipo de jogo aliás, são pessoas más e que passam os seus dias pensando em como viciar as pessoas para retirar todo o dinheiro delas. Os sistemas freemium são uma tentativa de comércio diferente de simplesmente vender o jogo. Quando você compra um jogo, você paga primeiro e joga depois. No freemium você só paga depois de jogar, e só se si interessar pelo jogo. Isso é muito importante para um mercado tão competitivo e com várias empresas, desenvolvedores e títulos completamente desconhecidos escondidos num mar de diferentes opções de jogos; na maioria gratuito(muitas vezes, genuinamente gratuitos). Só porque alguns desenvolvedores e empresas estão se aproveitando disso não quer dizer que todo o conceito esteja errado. Mas se não está dando certo, sei lá, vamos ter que pensar em novas maneiras de vender vídeo-games. Fora que existem leis a serem seguidas, e se necessário, criadas. Por exemplo: Cada coisa a ser comprada a parte dentro do jogo deve ter preços dentro de padrões de mercado para não ficarem caras demais. Muio alem do que deveria e precisaria ser cobrada. Outra coisa seria um sistema de limite diário, mensal e anual de quanto uma pessoa pode gastar num único software. E principalmente denuncias e processos contra empresas e desenvolvedores que estejam se aproveitando desse sistema. Seja por parte de concorrentes que estão trabalhando direito ou de pessoas. Mas lembrando que geralmente são as pessoas que extrapolam os limites e depois acham que estão certas por terem sido muito ingênuas ou manipuladas. É como alguém que processa o McDonald’s por ter comido lá descontroladamente. E engordado. Na maioria das vezes a culpa é da pessoa porra!!!

    Mas a pior parte de todo o episódio de longe é essa situação de insinuar que vídeo-game e jogos de cassino e azar, ou seja, o vício em jogos, é exatamente a mesma coisa! Eu já ouvi tanto essa asneira que eu cheguei a realmente pensar muuuito sobre o assunto. O que me fez inclusive a mudar todo o meu conceito sobre o que é o vício e entender melhor o que é a sua definição. De qualquer forma essa é uma péssima comparação. No Brasil dos anos 80, na verdade ainda hoje, muita gente espalha e acredita em um monte de mentiras, exageros e distorções sobre o mundo dos games, geralmente negativas, no aparente intuito de demonizá-los. E comparam eles ao mercado de drogas, fumo e bebidas que seduzem as pessoas a acreditarem que existem coisas positivas em algo que na pratica é extremamente nocivo. Não. Vídeo-game não deve ser visto desta forma! Isso é um absurdo. Pelo menos o lado bom é que o pai do Stan que falou todas essas asneiras o que mostra um posicionamento positivo do South Park. Apesar de poder ter ficado bem confuso pra quem não entende de vídeo-game e nunca assistiu o programa.

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