Análise: Bioshock (iOS)

1 de setembro de 2014 . Atualizado 06/09/2014

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Parece que foi ontem que surgiu o rumor de Bioshock no iOS, isso em 2008. Quem diria que em menos de seis anos, o rumor se tornaria verdade. E em 2014, Bioshock, que fora lançado para Playstation 3, Xbox 360 e PC, chega ao iOS. O clássico que misturar FPS, terror e Survival Horror chega ao iOS exigindo dispositivos top de linha, mas infelizmente sem chegar aos pés da versão para PC.

– Ideal para marinheiros de primeira viagem

Em Bioshock, o jogador controla um personagem que sobrevive a um acidente de avião no meio do Oceano Atlântico. A surpresa do acidente é encontrar um farol perdido no meio do mar. Neste farol, o jogador encontrar uma espécie de submarino, que o leva imediatamente para Rapture, uma cidade submersa. Concebida pela mente de Andrew Ryan, Rapture tinha planos de ser uma cidade livre de governos e religiões, focada apenas no desenvolvimento através da indústria, ciência e arte.

Mas tudo mudou quando as pessoas descobriram substâncias capazes de modificar o DNA humano. Chamadas de ADAM ou EVE (Adão e Eva) essas substâncias formaram a ruína de Rapture. A cidadela rapidamente foi condenada pelos seus próprios habitantes que começaram a matar uns aos outros.

bioshock-ios2-03 Análise: Bioshock (iOS)

Cadê as luzes de Rapture? Quem já jogou o game vai entender

Tudo isso aconteceu muito tempo atrás e quando o personagem controlado por você chega em Rapture a cidade já está decadente com várias infiltrações e a destruição da mesma é eminente.

O objetivo do jogador é encontrar as pessoas que o ajudam através de um rádio comunicador, para então poderem fugir da cidade. Para isso, é preciso evitar os inimigos e quando isso não é possível, matá-los. Em Bioshock, o jogador deverá utilizar as substâncias que alteram o DNA. Com isso, seu personagem irá ganhar superpoderes e poderá prosseguir no jogo, desbloqueando novas áreas.

– Arte Déco

Um dos grandes destaques de Bioshock é o seu distinto estilo visual. No game, a cidade de Rapture é construída por volta dos anos 50 e toda sua arquitetura, além de outros elementos, remetem ao período do pós-segunda guerra mundial.

Esse visual retro, aliado a uma ótima direção de arte, renderam ao jogo um sucesso surpreendente. Esse envolvente cenário em que Bioshock acontece faz referências a filmes como Metropolis (de 1927, recomendo muito!) a inúmeros livros de ficção científica como 1984 (George Orwell) até Vinte Mil Léguas Submarinas (Júlio Verne).

Metropolis-gold-horz Análise: Bioshock (iOS)

Bioshock tem forte inspiração em clássico do cinema

Um dos grandes trunfos do game é o bom uso de iluminação em tempo real e múltiplas formas de iluminação. Porém, é justamente aqui onde começam os primeiros problemas da adaptação do jogo para a plataforma da Maçã.

– Visual comprometido

Gostaríamos de dizer que Bioshock é uma conversão perfeita, mas infelizmente isso não é verdade! Embora o game pareça impressionante no iPad Air, mesmo nesse dispositivo, Bioshock para iOS perdeu muitos efeitos de iluminação, shaders e efeitos com água que eram impressionantes em 2007. Isso deixou o jogo mais “claro” e muita daquela claustrofobia em passear por Rapture, se perdeu.

Em dispositivos mais “modestos” (se é que podemos chamar assim), como o iPhone 5, o jogo exibiu muitos serrilhados. Além do visual comprometido, os comandos também deixaram um pouco a desejar. Há muitos botões na tela e jogar em telas pequenas, chega a ser problemático em momentos de muita ação. Caso você não tenha um controle, pois o jogo suporta controles MFi e MOGA, o mais recomendado, é jogar no iPad.

– Passeando no parque de “diversões” de Rapture

Para quem nunca jogou Bioshock, o lado positivo do game, é a possibilidade de ter no bolso a mesma campanha da versão para PC. Um FPS como pouco se vê na plataforma da Apple com muitos momentos de tensão, ausência total de publicidade e a qualidade de um jogo preemium.

bioshock-bigdaddylittle Análise: Bioshock (iOS)

Apesar de não ter visual fiel aos dos consoles, a campanha no iOS é a mesma.

 

Os pontos positivos do jogo na versão para iOS, já que o visual ficou comprometido, passam a ser a exploração da cidade e o enredo, instigando no jogador a curiosidade para saber o que vem a seguir. Os tiroteios não são muito empolgantes e apenas os combates como Big Daddys chegam a criar alguma tensão.

Na versão mobile, o grande destaque do game é o áudio, apresentando os mesmos sons apavorantes de antes. Jogar com um fone de ouvido de qualidade e a noite não é só recomendado, é essencial. Contudo, para quem já jogou o game antes, Bioshock para iOS não chega a ser interessante, pois boa parte da experiência claustrofóbica se perdeu. A campanha do jogo é intensa e embora, por vezes, pareça repetitiva, sempre mantém o jogador vidrado para saber onde está Ryan e como sair desse inferno subaquático.

– Conclusão

Bioshock para iOS é facilmente um dos melhores FPS da plataforma da Apple. O jogo possui uma boa carga do fator “descoberta”, aliado a muitos sustos e momentos de exploração. A direção de arte é o grande destaque do jogo. Porém, para quem já jogou o game antes, é possível notar uma perda grande no quesito “gráficos”. Algo que não pode ser relevado, haja vista que isso impacta diretamente na atmosfera que jogo tenta criar.

 

Prós

  • Campanha idêntica a versão do PC
  • Estilo único
  • Áudio impressionante

Contras

  • Visual comprometido se compara a versão original
  • Roda apenas em aparelhos com 1GB de RAM e A7 ou superior
  • Pouca variação nos combates

 

Nota 7/10

 

Ficha Técnica

Nome: Bioshock
Gênero: FPS
Plafaformas: iOS 7.1 ou superior
Preço: US$ 14,99 (em torno de R$ 33 reais)

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O Gamer de Celular Original. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer. Também é retro colecionador.