Review: Temple Run 2 – Bom, mas poderia ser melhor

5 de fevereiro de 2013 . Atualizado 06/04/2013

Temple Run 2 é um dos jogos mais baixados para Android e iOS (Baixe aqui), está no top das duas lojas de aplicativos dos sistema para smartphones e tablets mais vendidos atualmente. Porém, mesmo com a melhoria gráfica e de jogabilidade, a produtora Imangi Studios retirou alguns elementos que eram divertidos no Temple Run original, empobrecendo a diversão.

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Jogo Temple Run 2 para Android Grátis (Foto: Divulgação)

Em Temple Run 2, os objetivos continua o mesmo do jogo anterior, fugir dos monstros (agora é apenas um) a toda a velocidade coletando itens astecas (maias, sei lá) e desbloqueando todos os recursos do jogo. Contudo, o game teve algumas mudanças na jogabilidade, agora o ambiente tem elevações, descidas e desníveis mais “naturais”, sem aquelas paisagens retas do primeiro Temple Run. Novidades como tirolesas e carrinhos de mineração, parecem ter sido retiradas de clones de Temple Run, como Rail Rush.

Na parte gráfica, Temple Run 2 apresenta uma grande evolução em relação ao primeiro game. No iOS e em alguns smartphones com Android, o game tem efeitos de luz e sombra muito bonitos. Os cenários mais bonitos ajudam na tarefa do game de distrair o jogador dos objetivos. Em vários momentos esqueci de coletar moedas ou caí em precipícios por causa do cenários, que ficavam me distraindo com a sua beleza, uma boa jogada por parte da equipe de desenvolvimento.

Além das já mencionadas moedas, a produtora inclui cristais verdes, que ajudam o jogador reviver. Essa foi uma adição muito bem-vinda, pois no Temple Run original, era preciso comprar umas asinhas que duravam apenas poucos segundos. Contudo, o preço da “ressurreição” aumenta conforme você cai ou chega mais longe. O jogo está sensivelmente mais difícil que o anterior, mas para ajudar o jogador, temos um escudo que pode ser ativado assim que um marcador encher.

Os power-ups do Temple Run anterior marcam presença, mas temos poucas novidades nesse quesito, fora o escudo anteriormente mencionado, apenas uma habilidade que permite que a ocorrência de power-ups aumente é novidade.

Para quem já jogou e completou a primeira versão de Temple Run, pouca coisa muda, o objetivo principal para os viciados é completar todo o game, desbloqueando tudo e chegar na maior distância possível, vencendo os amigos. E é justamente aqui onde Temple Run 2 falha, ao contrário de games como Subway Surfers que possuem integração com o Facebook, a Imangi Studios decidiu retirar os recordes dos seus amigos que apareciam no percurso e não incluiu qualquer integração com a rede social mais famosa do mundo atualmente. Para mim, um erro bobo, que tirou muito do “espírito de competitividade” que poderia estar presente na versão para Android e que está “escondido” em diversos clique na versão para iOS.

Por fim, o gosto sentido ao jogar Temple Run 2 é o de” mais do mesmo”, para quem já se cansou do primeiro game então, fica até um gostinho de frustração. O jeito é esperar que a Imangi atualize o game deixando-o cada vez mais interessante.

Nota 7/10

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Mestre na arte oculta dos joguinhos de bolso. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer.

  • Fabricio K.

    Os joguinhos (sim, joguinhos) de corrida infinita se tornaram os jogos de luta desse geração: Pra todo lado que você olha você encontra um deles. O problema é que sempre o seu objetivo é chegar mais longe, o que se torna entediante em poucas jogadas. O problema só piora quando o jogo é construído em volta de iap’s, pois tira todo o incentivo de se jogar um jogo que já não possui muito apelo. Para mim o único do gênero que é genuinamente divertido é PitFall!, que não é necessariamente um jogo de corrida infinita.

    • Dario Coutinho

      Pra quem já jogou o Temple Run original, fica a sensação de uma experiência repetitiva sem muita novidade. A jogabilidade pelos “carrinhos” não é suficientemente divertida para “prender” o antigo jogador, ou seja, não é uma grande novidade.

      A integração com o twitter é praticamente desnecessária. Retiraram também aqueles recordes dos amigos que apareciam no meio do caminho na versão do iOS. Na versão para Android, o jogo não tem qualquer meio de verificar os recordes dos amigos.

      No meu ponto de vista o jogo está na média. Tem muitos downloads por que está “na moda” e tem gráficos bonitos, mas a jogabilidade não evoluiu consideravelmente como em Angry Birds e Angry Birds Space, por exemplo.

      • Fabricio K.

        Mas pra mim existe uma grande diferença entre Angry Birds (e outros jogos de puzzle que surgiram junto como Contre Jour, Cut The Rope e Poudding Monsters) e os joguinhos de corrida infinita é o fato de os puzzles sempre serem diferentes e novos elementos de jogabilidade que são adicionados ao longo das fases e nos jogos posteriores mantem o jogador interessado e pensando. Já os Temple Run 2 por exemplo apenas pede respostas rápidas aos desafios. Assim como Diablo III é um jogo que dá pra desligar o cérebro e ficar clicando (ou ”swipeando”) na hora certa.

        P.S.: Eu também não sei porque fiz uma comparação entre Diablo III e Temple Run 2

        • Dario Coutinho

          Pois é, citei Angry Birds e Angry Birds Space para mencionar a evolução. Temple Run poderia ter uma medidor de ranking como o de Subway Surfers, oferecer desafios semanais, updates, manter o jogador interessado. Mas um dos principais focos do game anterior, que era a competição, ficou “capado” no iOS e é praticamente inexistente no Android.