Jogos NFT: interesse pelo assunto atinge o menor nível nos últimos 12 meses

Acabou! Jogos NFT estão mais em baixa do que quando o assunto começou a bombar pela primeira vez, há mais ou menos 12 meses. É o que revela a ferramenta do Google que mede o interesse do público através de pesquisas, o Google Trends.

O termo Jogos NFT explodiu em popularidade entre o final de dezembro de 2021 e o meio de janeiro de 2022. Desde então, o assunto só caiu, e com o “inverno crypto” que aconteceu no mês de junho e julho, quando as cryptomoedas caíram para níveis mais baixos do que os de antes da pandemia.

A Ascensão e queda dos jogos NFT

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*Vale lembrar que hoje em dia a ferramenta do Google consegue entender semântica e sinônimos. Então termos parecidos como “Games NFT” e “Blockchain Games”.

Após sua ascensão meteórica, os jogos NFT e games com Blockchain em geral, começaram a ser um assunto muito mal visto, até mesmo por amantes da alavancagem rápida de dinheiro. Sedentos por hype e por mais um jogo de crescimento rápido, até mesmo jogadores-investidores estão com cautela com relação a games NFT.

Uma sucessão de catástrofes digitais atingiram o mundo crypto desde o começo do ano. Dê hacks bilionários, golpes e erros catastróficos, o mundo dos jogos NFT não precisou de nenhum inimigo ou “estado malvadão”: o NFT é uma ameaça para o próprio NFT.

 

Tudo isso pegou mal, muito mal

 

Empresas de games tradicionais nem conseguiram entrar na “jogada”

O mais engraçado disso tudo: algumas empresas tradicionais de videogame, sedentas por lucro rápido e fácil, nem tiveram tempo de entender a tecnologia e entrar na brincadeira.

A Ubisoft lançou de forma prematura uma plataforma de venda de NFT no jogo xxx e foi um completo fracasso!

Basta uma empresa de games anunciar que vai lançar algo relacionado a NFT, que ocorre uma chuva de comentários negativos.

A Konami lançou uma coleção de NFTs de Castlevania no OpenSea e lucrou apenas US$ 160 mil dólares. Sim, uma baita grana para um pessoa, mas para um empresa de games, aposto que a Konami esperava lucrar muito mais.

A Square Enix começou a lançar NFT de personagens de Final Fantasy de forma bem modesta. Ao comprar um figure de um personagem, o comprador recebe um NFT de autenticidade. Mas de forma opcional, já que a versão sem NFT é mais barata.

Recentemente, a Mojang anunciou que vai proibir NFTs em Minecraft. A nota sobre o assunto foi uma paulada daquelas:  “criam espaços de exclusão que conflitam com diretrizes da plataforma”. Em outras palavras, NFT é um “clube dos ricos” onde só eles podem “brincar”.

A Steam já deixou bem claro desde o ano passado que não iria incluir jogos NFT em suas plataformas, apesar de MIR4 estar na Steam desde o seu lançamento. Estranho.

E a Epic hein? Essa não pode ver a chance de crescer que abraça com unhas e dentes. Depois do flop do processo com a Apple, a Epic precisa urgente de uma forma de lucrar rápido para recuperar o terreno perdido.

Segundo o CEO da Epic Games, Tim Sweeney:

Os desenvolvedores devem ser livres para decidir como construir seus jogos, e você é livre para decidir se quer jogá-los. Acredito que lojas e fabricantes de sistemas operacionais não devem interferir forçando suas opiniões sobre os outros. Nós definitivamente não vamos.

O papo é bonito, até alguma treta rolar e respingar na reputação da Epic. A fala do CEO da Epic no Twitter contrasta diretamente com um comentário do próprio Tim no Tweet no ano passado.

Não estamos tocando em NFTs, pois todo o campo está atualmente emaranhado com uma mistura intratável de golpes, fundações tecnológicas descentralizadas interessantes e golpes.

Parece que o Tim esqueceu o próprio modo como NFT estava e esqueceu de acompanhar o mercado. Atualmente, há muito mais golpes, bugs e hacks na praçae oportunidades de menos, sem falar no interesse do público que agora vê os jogos NFT com maus olhos.

https://twitter.com/hogsy16/status/1550384380635480064

 

Para mim, NFT virou papo de gente velha e quebrada louca para lucrar rápido.

  • Dario Coutinho

    O "Gamer de Celular" Original. Criou um dos primeiros sites sobre jogos para celular em 2007, que viria a se tornar o Mobile Gamer Brasil em 2009. Formado em Ciência da Computação, escreve sobre tecnologia há mais de 16 anos. Com passagem por revistas de games (EGW, Arkade) e sites renomados como Techtudo. E-mail para contato: [email protected]

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