Análise: Max Payne (iPad e iPhone)

26 de Abril de 2012 . Atualizado 21/10/2012

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Max Payne foi um dos melhores jogos que tive o prazer de jogar no PC. A versão em português, com excelente dublagem, foi um marco para mim e sempre me fez querer apreciar um game dublado, não por não entender inglês, mas pela excelente dublagem nacional, que, como sabemos, é uma das melhores do mundo. Mas independente da dublagem, Max Payne é um excelente jogo para computador. Com tiroteios alá Hollywood e a introdução do excelente “bullet time”, Max Payne era o meu vício em 2002 e prêmio da academia britânica responsável de cinema, televisão, filmes e em outras mídias audio-visuais é um jogo mais que obrigatório para qualquer fã da games que se preze.

E dez anos depois, a Rockstar, agora dona dos direitos do game, resolve presentar os amantes de touchscreen com uma conversão perfeita (graficamente)  da antiga versão do PC para aparelhos equipados com iOS e Android. Seria uma excelente oportunidade para apresentar aos novos players, esse petardo dos games… É, seria.

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Gráficos de primeira, mas "Tão divertido quanto o inferno, era tudo que podia pensar. " (frase do próprio Payne)

Se o nosso amigo Max pudesse dar sua opinião sobre o assunto ele certamente diria: “Os sonhos tem o péssimo costume de se tornarem pesadelos muito depressa. ” (frase retirada também do jogo)

Foi exatamente o que senti ao tentar me divertir com o game no iPad. A jogabilidade de Max Payne é excelente no PC e faz todo o sentido – pular, usar o “bullet time” em uma sala e testar sua habilidade em detonar todas as pessoas antes de cair no chão. Mas em uma tela touchscreen a jogabilidade perde boa parte do seu sentido. Ou o jogo fica ridiculamente fácil, ou extramente difícil, e a grande culpada é a tela touchscreen, que apesar das boas respostas, oferece uma interface insuficiente para um game desse calibre. Quero dizer que toucscreen é uma excelente interface, mas Max Payne foi pensado para ser usado com um mouse e teclado, ao mesmo tempo. Por isso fica difícil mirar e atirar ao mesmo tempo, e se você setar a mira para automática, o game fica tão fácil a ponto de ficar chato e repetitivo.

Junte essa dificuldade dos controles à jogabilidade um pouco datada e temos uma experiência que não foi nem inovadora, nem nostálgica e principalmente, pouco divertida. A possibilidade de jogos antigos rodarem em aparelhos portáteis da geração atual, não garante a diversão, salvo no Xperia Play, aparelho que possui todos os atributos para nos divertirmos como esse e outros jogos antigos.

No final, ficou um gosto meio amargo ao jogar Max Payne no iPod e iPad. Para quem já jogou, o sentimento é de não conseguir se divertir como deveria, para quem nunca jogou, mais um game de tiro (com um preço bacana, $2,99), que se sobressai dos outros pela sua excelente história, enredo e diálogos.

+Prós

  • Gráficos
  • História

-Contras

  • Controles
  • Jogabilidade repetitiva

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* Jogo testado em um iPod Touch 4G e iPad 2. disponível na App Store para download por $2,99.

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O Gamer de Celular Original. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer. Também é retro colecionador.