Review: Infinity Blade (iPhone)

14 de dezembro de 2010 . Atualizado 14/12/2010
Infinity_Blade_03 Review: Infinity Blade (iPhone)

Assim como Rage Mutant Bash TV, Infinity Blade causou um frenesi danado graças a sua qualidade gráfica. Porém ao contrário de Rage, Infinity Blade tem sido um sucesso de público, tendo lucrado 1,6 milhões de dólares nos primeiros três dias . Mas será sucesso de crítica também? Vamos descobrir.


Primeiro de tudo, vamos falar do óbvio: a qualidade gráfica do jogo. O game criado pela mesma produtora de Gear of War, utiliza o poder da Unreal Engine, o que se traduz em um banho na parte gráfica. É possível até perceber um pouco da influência do estúdio nas armaduras dos golems.

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Armaduras dos golems lembram Gear of War

Ficar babando gráficos, não é a minha, vamos falar do jogo em si. A jogabilidade do jogo é como já comentei por aí, um “Fruit Ninja para machos”, onde você corta os oponentes com gestos feitos na tela, tudo bem explicado e intuitivo. Falando em cortar, um ponto fraco do jogo é a falta de sangue. Talvez isso tenha ocorrido pelo rating do jogo, a partir de 9 anos.

O game, comentado por muita gente como um RPG, passa muito longe disso, está mais para um fighting game com alguns elementos de RPG. Estes elementos são uma vaga história e a progressão das armas e do personagem. Falando em história, a mesma é bem auto-explicativa e de certa forma conta o porquê do título Infinity Blade. Você controla diversos guerreiros, todos de uma mesma família em busca de vingança contra o “God King”, é um loop infinito onde um filho tenta vingar seu pai. A questão é que o tal God king está sempre uns 50 níveis acima do seu o que garante que muita gente irá morrer antes da dar cabo de maldito e ver o final do game, que por sinal é bem estranho.

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Excelente! “Sem sombra” de dúvida!

O loop do jogo é bem curto e a cada morte, o sucessor do guerreiro, que é idêntico ao seu pai, sempre se depara com versões mais fortes dos inimigos. Eles são na faixa de uns dez e você tem que enfrentá-los antes de derrotar o chefão final. Tudo bem linear com apenas algumas poucas escolhas de caminhos. O sistema de upgrade de armas e personagens, bem como as conquistas é muito bem feito e faz com que você queira evoluir a personagem para terminar o jogo.

Depois de terminar o game, você fica eternamente nesse loop enfrentando os mesmos guerreiros em níveis diferentes, só “upando” seus equipamentos. É possível voltar para a Bloodline 1 com todos os equips, o que é ótimo para cumprir todas as conquistas do jogo sem se preocupar em morrer.

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As músicas são uma surpresa a parte, muito bem encaixadas e ambientadas no clima medieval, praticamente ditam as batalhas, elas vão da calmaria ao clímax acompanhando o desenrolar de cada combate.

A Chair e a Epic prometem mais inimigos, pois os que enfrentamos nessa versão, estão sempre nos mesmos lugares da Epic citadel (demo técnica do jogo) e são sempre os mesmos.

Veredito

Infinity Blade é uma diversão passageira muito interessante. O trabalho das empresas envolvidas foi surpreendente e é definitivamente um excelente game. Existe um objetivo e você fica preso a ele, mesmo sendo repetitivo.

Nota: 9.0

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Alguém esqueceu o iPhone!
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O Gamer de Celular Original. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer. Também é retro colecionador.