Review: Sacred Odyssey – Rise of Ayden (iPhone e Android)

 

Taxado de “Clone de Zelda” por muita gente, Sacred Odyssey: Rise of Ayden, pode até parecer só mais um jogo sem criatividade no mercado. Mas ao jogar, pude perceber todas as qualidades (e também defeitos) deste jogo de aventura que capturou alguns elementos da franquia Legend of Zelda, porém, passa muito longe de ser um simples clone.

O primeiro grande acerto, com certeza, são os gráficos. A utilização de tons frios e quentes bem equilibrados na tela, em especial nas dungeons, ditam o padrão visual deste jogo que agrada bastante na parte visual.

A Gameloft parece ter aprendido a lição com a tosca dublagem de Eternal Legacy. Em Sacred Odyssey temos dublagens convincentes, diálogos que, se não são úteis, pelo menos divertem. Como este:

Publicidade
What?

As músicas são outro acerto da Gameloft. Alta qualidade nas composições garante um bom clima nas diversas passagens do jogo.

A jogabilidade tem seus méritos e defeitos. A parte positiva são os comandos, que funcionam muito bem. A parte ruim é que há muitos botões na tela. Em alguns chefes a dificuldade de se controlar o personagem é aparente devido à quantidade de coisas na tela. Grande parte desta dificuldade de comandos se deve a câmera do jogo estar permanentemente no manual.

Lutar contra Orcs e outros inimigos é sempre um ato repetitivo, por isso o enfoque do jogo são os quebra-cabeças e exploração de ambientes. Os puzzles são bem variados e bem bolados.

Realmente um trabalho de primeira. Porém nem tudo são flores na vida de Ayden. Existem muitos glitchs (defeitos) no jogo. Não acontece com todo mundo, mas comigo aconteceu o pior deles – não poder continuar o jogo – isso revelou outra falha de desenvolvimento, o jogo só tem a opção de “save automático”, não existem slots para salvar diferentes posições. Por isso não tive outra opção a não ser recomeçar o jogo.

Uma curiosidade que aconteceu ao terminar Sacred Odyssey foi perceber como aceleraram e encurtaram a história. Após duas dungeons fodásticas o jogo encurta muito seu enredo e vai logo para final. A sensação que se tem é que terminaram o jogo as pressas. O final então queria nem comentar: TOTALMENTE NÃO EXPLICATIVO.

E é isso, Sacred Odyssey perdeu a chance de ser um jogo fantástico, um Legacy of Kain dos smartphones. O jogo teve muitos acertos, mas os glitchs e falhas graves de projetos como câmera manual e falta de opção de slots para save danificaram a experiência.

+Prós

  • O de sempre gráficos de primeira
  • Totalmente em português
  • Direção de arte muito sensível na escolha das cores do jogo
  • trilha sonora de primeira

-Contras

  • Glitchs, bugs
  • Câmera sempre no manual
  • Falta de slots para salvar o jogo
  • Alguns elementos foram adicionados apenas para se assemelhar com Legend of Zelda (Trixie)
  • Curto, em menos de 6 horas a aventura acaba
  • Final porco!

Nota: 8.0

Nome: Sacred Odyssey: Rise of Ayden
Produtora: Gameloft
Plataforma: Android 2.x, iPhone, iPod Touch e iPad com iOS 4.x
Gênero: Ação
Versão: 1.0.1
Lançamento: fevereiro de 2011

Bonus game – Galeria de fotos, comentários e bobagens

 

so many Trolls!!!

 

 

 


x

Não é só a gente que comete erro de digitação.

 

 

Rasengan!

Melhor parte do jogo é esta dungeon.

Sai pra lá jacaré!!! Meu negócio é com a princesa!

Me de sua força pegasuuuu!

Puta comida de enredo, de heroína a princesa virou vilã.. em uma só frase!

 

  • Dario Coutinho

    O "Gamer de Celular" Original. Criou um dos primeiros sites sobre jogos para celular em 2007, que viria a se tornar o Mobile Gamer Brasil em 2009. Formado em Ciência da Computação, escreve sobre tecnologia há mais de 16 anos. Com passagem por revistas de games (EGW, Arkade) e sites renomados como Techtudo. E-mail para contato: [email protected]

Google News