"mimimi" da Nintendo contra o mercado de jogos para smartphones

3 de Março de 2011 . Atualizado 03/03/2011
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mimimi da Nintendo contra o mercado de jogos para smartphones

Satoru Iwata, CEO da Nintendo, aproveitou uma apresentação durante a Game Developers Conference 2011 para denunciar o quanto o mercado de jogos para smartphones e redes sociais tem prejudicado a indústria de games, segundo conta o AllThingsD. Só tem um problema (pra Nintendo): ninguém engoliu esse papo.

“A maioria das pessoas aqui está criando jogos sociais e mobile”, disse Iwata. “Temo que nossa indústria esteja dividida e que isso ameace os empregos daqueles de nós que fazem jogos para viver.” Sem mencionar nomes, mas numa clara alusão à Apple (e/ou ao Facebook), o executivo disse ainda que “essas plataformas não têm motivação para manter o alto valor de video games, para elas o conteúdo é criado por outras pessoas. O valor dos jogos não importa para elas, é um negócio de volumes. A verdade é que nós produzimos valor e devemos proteger esse valor.”

“A longo prazo, a Nintendo está condenada”, disse Michael Pachter, analista da Wedbush Securities, diante das declarações de Iwata. Não dá pra negar que tudo tem ares de déjà vu (e não é das declarações de Reggie Fils-Aime), como quando o dono de alguma editora aparecia para dizer que ninguém mais compra jornais de papel e que versões digitais têm que ser mais caras para poder proteger o que está nas bancas. Fazia pleno sentido, né?

Entendo que Iwata esteja preocupado com jogos-arte (como os clássicos Super Mario Bros., Metal Gear Solid e os Final Fantasies de outrora — o XIII, não: esse foi um desastre), mas tampar olhos e ouvidos e ficar dizendo “Lá-lá-lá, eu sou melhor que vocês!” não vai resolver. Enquanto a Sony prepara um “plano B” com o Xperia Play e o lançamento de jogos do PlayStation One para Androids, a Nintendo parece ter chegado ao fundo do poço e agora está apelando para a piedade alheia.

Ao contrário do que Iwata disse, há desenvolvedores lucrando e se empregando graças a jogos de US$1–10 (ou freemium) sem precisar apostar anos de dedicação e milhões de dólares num game que vai ser esquecido em questão de meses (ou atualizado com DLC de preço e utilidade duvidosos). Isso se ele algum dia chegar a ser um sucesso!

E mais: as pessoas estão curtindo muito poder se divertir com algo leve on-the-go sem precisar carregar um aparelho a mais cujos cartuchos de jogos saem por US$40 cada e muitas vezes não têm a mesma durabilidade que, digamos, um Angry Birds ou um Farmville da vida.

fonte: macmagazine

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O Gamer de Celular Original. Passou por várias gerações (Java, Symbian, N-Gage). É o criador e idealizador do Mobile Gamer. Também é retro colecionador.