Bloodborne Android APK – Port experimental já permite rodar o jogo no celular

A onda de ports e recompilações no Android acaba de atingir um nível que parecia impossível há poucos meses. Bloodborne, um dos jogos mais conhecidos do PlayStation 4, já possui uma versão experimental funcionando diretamente em smartphones Android.

O projeto, chamado Bloodborne-Android, é baseado no bbport desenvolvido originalmente para computadores e adapta a execução do jogo para processadores ARM64 utilizados nos celulares.

Mas aqui vale uma explicação importante: não estamos falando de um port completamente nativo. O runtime e o renderizador funcionam nativamente em ARM64, enquanto o código x86-64 original de Bloodborne é traduzido em tempo real através do FEXCore.

Bloodborne já roda no Android

A versão atual utiliza os arquivos de Bloodborne atualizado para a versão 1.09 e já consegue entrar no jogo, carregar saves, explorar Yharnam e enfrentar inimigos.

O projeto foi testado oficialmente em aparelhos com Snapdragon 8 Gen 2 e Snapdragon 8 Elite, utilizando GPUs Adreno 740 e Adreno 830.

Por enquanto, a compatibilidade é bastante limitada. Outros chips Adreno 6xx, 7xx e 8xx ainda são considerados não testados oficialmente, enquanto aparelhos com GPU Mali continuam apresentando problemas.

FSR 3.1 e geração de quadros

Uma das coisas mais interessantes dessa versão é a quantidade de recursos gráficos disponíveis.

O Bloodborne-Android possui suporte a FSR 3.1 para reconstrução de imagem e também geração de quadros.

Existe ainda suporte ao Lossless Scaling, que pode gerar quadros adicionais em proporções de 2x, 3x ou 4x.

O próprio projeto alerta, porém, que a geração de quadros do FSR 3.1 ainda apresenta problemas de qualidade de imagem e recomenda o Lossless Scaling como alternativa.

De 30 a 60 FPS dependendo das configurações

Nos primeiros testes, Bloodborne já aparece funcionando na faixa dos 30 FPS em configurações mais conservadoras.

Com aparelhos mais potentes e ajustes na resolução, FSR e qualidade gráfica, existem demonstrações chegando à faixa dos 40, 50 e até 60 FPS.

Isso não significa, porém, que o jogo esteja completamente estável a 60 FPS.

A versão ainda apresenta travamentos, glitches gráficos e problemas dependendo das configurações utilizadas.

Recursos como sombras, reflexos e resolução elevada aumentam bastante a carga sobre o aparelho, então reduzir a qualidade gráfica ainda é essencial para obter melhor desempenho.

Gameplay do canal TRC Games:

Controles touch e suporte a gamepad

O projeto já possui controles completos na tela inspirados no DualShock.

Os botões podem ser reposicionados e editados diretamente pelo menu lateral.

Quem preferir também pode conectar um controle Bluetooth ou USB e desativar completamente os comandos virtuais.

Para Bloodborne, que depende bastante de esquivas, parries e comandos rápidos, jogar com controle físico ainda parece ser a melhor opção.

Cheats também estão disponíveis

O menu do aplicativo inclui algumas funções extras curiosas.

Entre elas estão opções para remover telas de conexão online, pular as introduções e até ativar câmera livre.

Também existem cheats integrados, incluindo vida infinita e frascos de sangue infinitos.

Essas opções podem ser ativadas durante o jogo diretamente pelo menu lateral.

Ainda exige os arquivos originais de Bloodborne

Como acontece com outros projetos desse tipo, o APK não inclui o jogo.

O usuário precisa fornecer os arquivos extraídos de sua própria cópia de Bloodborne com a atualização 1.09 aplicada.

Segundo os desenvolvedores, diferentes edições comerciais do jogo utilizam o mesmo executável atualizado e podem funcionar.

Android 9 e bastante memória RAM

Os requisitos ainda não estão totalmente definidos, mas o projeto exige atualmente Android 9 ou superior e páginas de memória de 4 KB.

Os testes oficiais foram realizados em aparelhos com 16 GB de RAM, o que mostra que ainda estamos falando de um projeto voltado principalmente para smartphones e portáteis de alto desempenho.

Ainda está longe de ser perfeito

O próprio desenvolvedor classifica Bloodborne-Android como experimental.

Existem relatos de crashes, glitches gráficos e instabilidade, especialmente ao tentar utilizar taxas de quadros mais altas.

Mesmo assim, o simples fato de vermos Bloodborne rodando diretamente em um smartphone com controles touch e FSR já é algo impressionante.

Depois de GTA 4, Need for Speed Carbon, Devil May Cry 4 e vários outros projetos aparecerem no Android, agora até um dos jogos mais pesados e conhecidos do PS4 entrou nessa nova onda.

E sinceramente, do jeito que as coisas estão andando em 2026, já está difícil imaginar qual será o próximo.

Fonte: Bloodborne-Android no GitHub.

 



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