F1 2016 é o outro exemplo do porquê jogos do iOS demoram a chegar ao Android

Por Dario Coutinho

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F1 2016 finalmente chegou ao Android. O game pago (R$ 33,99) já está disponível na Google Play. Porém, ele está recebendo diversas críticas negativas e já tem sua avaliação abaixo das 4 estrelas. O que será que aconteceu?

Quer saber por que alguns jogos demoram para chegar ao Android? Para um desenvolvedor é meio complicado trazer um jogo do iOS para o Android. Não do ponto de vista técnico, mas sim, mercadológico.

Portar um jogo do iOS para o Android é relativamente simples, se utilizada engines como Unity, Unreal e muitas outras. Porém, quando o assunto são jogos que exigem de verdade da GPUs, aí a coisa complica.

A questão é que muitos desenvolvedores, até mesmo grandes empresas, não dispõem de muitos aparelhos para teste. Ao enviar um jogo para a Google Play, percebe-se que existem nada menos que uns 600 modelos de Android para testar a compatibilidade.

É possível restringir esse número. Mas mesmo assim, vai rolar aquela incompatibilidade devido a ROM X ou Y de tal país. Percebeu agora como é complicado? No iOS é só escolher entre uns cinco modelos de iPhone ou iPad e pronto.

Tem ainda outro fator, o mal lançamento. Ao colocar um jogo na Play Store, muitos desenvolvedores ligam o “foda-se” e colocam o jogo compatível com uma grande gama de aparelhos (visando o lucro, lógico). O efeito costuma ser o contrário, com uma avalanche de avaliações negativas.

A Rockstar que o diga. Quando lançou GTA III e Vice City, ambos os jogos foram massacrados a ponto de serem removidos da Google Play. Depois eles retornaram.

Agora é a vez do pessoal da Codemasters passar por esse “perrengue”. Entendeu por que é meio estressante para um desenvolvedor trazer o game do iOS para o Android? Fora a questão da pirataria, que é ainda mais desestimulante.

O iOS é muito popular em países como EUA e continentes como Europa. E quando se trata de jogos pagos, a quantidade de pirataria é muito menor.

Na minha opinião, os desenvolvedores deveriam separar seus lançamentos por grupos de aparelhos. Adotar uma abordagem mais focada no consumidor pagante (no caso do F1, que é um jogo pago).

Uma solução é restringir ao máximo o lançamento, e depois ir liberando, conforme testes, para mais aparelhos. Para isso já existe a opção de “soft launch” na Google Play, que aqui no Brasil é colocado como BETA ou “Não lançado”.

Jogar o game na Google Play e apenas depois perceber qual aparelho é compatível ou não, é um erro primário.

E você o que acha desses lançamentos meios desastrosos de jogos pagos na Google Play?

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Acompanha o mercado de jogos para celular desde 2001, sabe a diferença entre N-Gage 1 e 2, e já conhecia jogos de smartphones antes de iPhone e Android nascerem. Também é Retro Gamer nas horas vagas. Meu Perfil do Google+

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